sexta-feira, 22 de junho de 2012

A violência: tema tão delicado quanto constrangedor.


A violência é o espelho da desordem emoldurada; no caso brasileiro pelo tripé básico da exclusão social, da corrupção, salapação publica e da impunidade. Além disso o desemprego multiplica a delinquência e os salários humilhantes a estimulam. Os políticos falam mas não dizem, tornam o publico privado; os votantes votam, mas não escolhem. Os meios de informações desinformam, os centros de ensinos, ensinam a ignorar , os magistrados condenam as vitimas, quem ganha para ser protetor, passa a ser agressor , por interpretar as confusas leis, como se fosse sinalização de limites para conter manifestações de pretos , pobres e desinformados ; as quebradeiras bancarias e dos grandes capitais são socializadas; os lucros exorbitantes são privatizados  em paraísos fiscais; a propaganda promete, o sistema proíbe os negros e excluídos são mais encaminhados para as prisões do que para as escolas. A violência se alimenta de medo e covardia.

Mas a violência mais visível e amplamente condenada é aquela que recruta filões de despossuídos para o trafico de drogas (notem que neste caso só os pequenos são vistos), que conduzem o cidadão comum ao crime, cada vez que um delinquente cai varado na bala a hipócrita sociedade sente alivio. A morte de cada mal vivente surte efeito farmacêutico sobre os bens viventes que se ocupam de crimes maiores.

O racismo como o machismo, por exemplo, justifica  se para alguns, como a herança genética, os pobres são pobres por causa da genética, não da historia, levam no sangue o seu destino. No Brasil a economia, a fome e a assassina busca do poder pelo poder se encarregam de eliminar milhares de pessoas sem que isto seja incluído nas estatísticas do crime.

Diante de tudo isso a maioria da massa tropical humanidade só tem o direito de ver ouvir e calar. É a suprema violência.

Enquanto  isso os políticos continuarão exercendo o perpétuo direito de acreditar que os pobres continuarão a gostar de comer promessas; por edificarem inexplicáveis fortunas. Os canalhas sempre serão transformados em virtuosos cidadãos? Muitos desconhecidos continuaram morrendo de fome e de bala, para que alguns notáveis morram de luxuosas indigestões .

Livremente o poder paralelo e seus comandos de organizações criminosas continuaram  sendo só o  terror de quem a ele se opor.E muitos que começaram prometendo combater o sistema vão um dia deles  se alimentar...

Nunca foi tão fácil e doloroso ser profeta do nosso tempo de sangue e omissão.

Cooperação do professor e jornalista Antonio Miguel Viana.