A violência
é o espelho da desordem emoldurada; no caso brasileiro pelo tripé básico da
exclusão social, da corrupção, salapação publica e da impunidade. Além disso o
desemprego multiplica a delinquência e os salários humilhantes a estimulam. Os
políticos falam mas não dizem, tornam o publico privado; os votantes votam, mas
não escolhem. Os meios de informações desinformam, os centros de ensinos,
ensinam a ignorar , os magistrados condenam as vitimas, quem ganha para ser
protetor, passa a ser agressor , por interpretar as confusas leis, como se
fosse sinalização de limites para conter manifestações de pretos , pobres e
desinformados ; as quebradeiras bancarias e dos grandes capitais são
socializadas; os lucros exorbitantes são privatizados em paraísos fiscais; a propaganda promete, o
sistema proíbe os negros e excluídos são mais encaminhados para as prisões do
que para as escolas. A violência se alimenta de medo e covardia.
Mas a
violência mais visível e amplamente condenada é aquela que recruta filões de
despossuídos para o trafico de drogas (notem que neste caso só os pequenos são
vistos), que conduzem o cidadão comum ao crime, cada vez que um delinquente cai
varado na bala a hipócrita sociedade sente alivio. A morte de cada mal vivente
surte efeito farmacêutico sobre os bens viventes que se ocupam de crimes
maiores.
O racismo
como o machismo, por exemplo, justifica
se para alguns, como a herança genética, os pobres são pobres por causa
da genética, não da historia, levam no sangue o seu destino. No Brasil a
economia, a fome e a assassina busca do poder pelo poder se encarregam de
eliminar milhares de pessoas sem que isto seja incluído nas estatísticas do
crime.
Diante de
tudo isso a maioria da massa tropical humanidade só tem o direito de ver ouvir
e calar. É a suprema violência.
Enquanto isso os políticos continuarão exercendo o
perpétuo direito de acreditar que os pobres continuarão a gostar de comer
promessas; por edificarem inexplicáveis fortunas. Os canalhas sempre serão
transformados em virtuosos cidadãos? Muitos desconhecidos continuaram morrendo
de fome e de bala, para que alguns notáveis morram de luxuosas indigestões .
Livremente o
poder paralelo e seus comandos de organizações criminosas continuaram sendo só o terror de quem a ele se opor.E muitos que
começaram prometendo combater o sistema vão um dia deles se alimentar...
Nunca foi tão
fácil e doloroso ser profeta do nosso tempo de sangue e omissão.
Cooperação
do professor e jornalista Antonio Miguel Viana.
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